Publicado por: rigson | 22, setembro, 2008

Aula IV Teórica – Gametogênese Feminina

A Ovogênese

Nos ovários, encontram-se agrupamentos celulares chamados folículos ovarianos de Graff, onde estão as células germinativas, que originam os gametas, e as células foliculares, responsáveis pela manutenção das células germinativas e pela produção dos hormônios sexuais femininos.

Nas mulheres, apenas um folículo ovariano entra em maturação a cada ciclo menstrual, período compreendido entre duas menstruações consecutivas e que dura, em média, 28 dias. Isso significa que, a cada ciclo, apenas um gameta torna-se maduro e é liberado no sistema reprodutor da mulher.

Os ovários alternam-se na maturação dos seus folículos, ou seja, a cada ciclo menstrual, a liberação de um óvulo, ou ovulação, acontece em um dos dois ovários.

A ovogênese é dividida em três etapas:

Fase de multiplicação ou de proliferação: É uma fase de mitoses consecutivas, quando as células germinativas aumentam em quantidade e originam ovogônias. Nos fetos femininos humanos, a fase proliferativa termina por volta do final do primeiro trimestre da gestação. Portanto, quando uma menina nasce, já possui em seus ovários cerca de 400 000 folículos de Graff. É uma quantidade limitada, ao contrário dos homens, que produzem espermatogônias durante quase toda a vida.

Fase de crescimento: Logo que são formadas, as ovogônias iniciam a primeira divisão da meiose, interrompida na prófase I. Passam, então, por um notável crescimento, com aumento do citoplasma e grande acumulação de substâncias nutritivas. Esse depósito citoplasmático de nutrientes chama-se vitelo, e é responsável pela nutrição do embrião durante seu desenvolvimento.

Terminada a fase de crescimento, as ovogônias transformam-se em ovócitos primários (ovócitos de primeira ordem ou ovócitos I). Nas mulheres, essa fase perdura até a puberdade, quando a menina inicia a sua maturidade sexual.

Fase de maturação: Dos 400 000 ovócitos primários, apenas 350 ou 400 completarão sua transformação em gametas maduros, um a cada ciclo menstrual. A fase de maturação inicia-se quando a menina alcança a maturidade sexual, por volta de 11 a 15 anos de idade.

Quando o ovócito primário completa a primeira divisão da meiose, interrompida na prófase I, origina duas células. Uma delas não recebe citoplasma e desintegra-se a seguir, na maioria das vezes sem iniciar a segunda divisão da meiose. É o primeiro corpúsculo (ou glóbulo) polar.

A outra célula, grnde e rica em vitelo, é o ovócito secundário (ovócito de segunda ordem ou ovócito II). Ao sofrer, a segunda divisão da meiose, origina o segundo corpúsculo polar, que também morre em pouco tempo, e o óvulo, gameta feminino, célula volumosa e cheia de vitelo.

Na gametogênese feminina , a divisão meiótica é desigual porque não reparte igualmente o citoplasma entre as células-filhas. Isso permite que o óvulo formado seja bastante rico em substâncias nutritivas.

Na maioria das fêmeas de mamíferos, a segunda divisão da meiose só acontece caso o gameta seja fecundado. Curiosamente, o verdadeiro gameta dessas fêmeas é o ovócito II, pois é ele que se funde com o espermatozóide.

Artigo sobre a infertilidade feminina: http://www.instituto-h-ellis.com.br/pacaembu/artigos_medicos/arquivos/Infertilidade%20Feminina%20-%20artigo.pdf

Definição de Infertilidade feminina:

“Uma definição bastante arraigada no meio especializado é a de que esta condição
pode ser confirmada naquele casal onde não se observa uma gestação após pelo menos
um ano de relacionamento sexual regular e na ausência do uso de qualquer método
anticoncepcional.”

O artigo fala sobre um problema grave que muitas mulheres enfrentam que é a infertilidade.

CAUSAS ASSOCIADAS AOS FATORES DE INFERTILIDADE FEMININA

Fator Uterino Cervical

Vulvovaginites, cervicites, estenoses, tumores(ex: pólipos), malformações
cervicais etc…

Fator Uterino Corporal

Malformações, infecções, tumores(miomas, pólipos e outros), sinéquias (ex:
Síndrome de Asherman) etc…

Fator Tubário ou Tuboperitoneal

Infecções (tuberculose, clamídia, blenorragia etc…) e suas seqüelas(obstruções,
aderências, hidrossalpinges etc…), iatrogênia(salpingotripsias ou salpingectomias),
endometriose e outras(ex: pelviperitonites, apendicites etc…)

Fator Ovulatório

Distúrbios centrais(ex: hipogonadismo, hiperprolactnemia, tumores etc…)
Distúrbios periféricos(ex: falência ovariana precoce, tumores etc…)
Distúrbios mistos(ex: Síndrome de ovários policísticos etc…)

Fator Coital

Vaginismo, estenoses, impotência etc…

Infertilidade Sem Causa Aparente

Fator Ovulatório

Os ovários têm a função de liberar oócitos maduros a intervalos regulares
da vida reprodutiva e secretam esteróides que dão suporte estrutural e funcional
aos tecidos do trato reprodutivo, promovendo a fertilidade. O diagnóstico indireto da
ovulação pode ser dado pela elevação dos níveis basais da temperatura corporal,
elevação da concentração de progesterona plasmática na fase lútea média e biópsia
endometrial enquanto que o diagnóstico direto poderá ser obtido pela monitorização
ecográfica ou ainda a presença da gravidez. Mais raramente, de forma invasiva e não
usual, pela observação da eclosão folicular durante laparoscopia ou laparotomia, ou
ainda a recuperação do óvulo a partir da luz tubário ou da cavidade uterina.
Várias são as causas de anovulação ou insuficiência do corpo lúteo, dentre
elas destacam-se a Insuficiência hipotalâmico-hipofisária, as doenças da tireóide, os
distúrbios da glândula supra-renal, distúrbios emocionais, metabólicos e nutricionais
além do atividade física excessiva.
A terapêutica do fator ovulatório visa promover a ovulação e corrigir os
defeitos da fase lútea. A normalização da função ovulatória quer através da correção
dos distúrbios endócrinos subjacentes ou através da estimulação direta ou indireta da
foliculogênese deverá contar com extenso arsenal de fármacos como o citrato de
clomifeno, gonadotrofinas sintéticas ou obtidas da urina de mulher menopausada,
agonistas do GnRH, bromocriptina, lisurida , glicocorticóides, hormônios tireoideanos
etc… Para a correção da fase lútea defeituosa pode-se inicialmente promover a
ovulação ou utilizar-se a gonadotrofina coriônica humana ou suplementação de
progesterona no período pós ovulatório.

Achei interessante o fator ovulação, que é de extrema importância no caso de infertilidade. Me chamou mais atenção o caso de anovulação, e os vários fatores que o podem desencadear como a atividade fisica em excesso.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: