Publicado por: rigson | 6, outubro, 2008

Aula Prática VIII – Placenta

O que é a placenta e qual é sua função?
A placenta é um órgão que existe somente durante a gestação e tem a função de manter a gestação e garantir o
desenvolvimento normal do feto. Sua formação se inicia a partir do momento em que o ovo (óvulo fecundado) se implanta
na cavidade uterina e continua se desenvolvendo até o momento do nascimento da criança. Quando madura, a placenta
é um disco com aproximadamente 20 cm de diâmetro e 2 cm de espessura com aparência de carne vermelho escura.
Ela tem uma face materna que fica aderida ao útero e uma face fetal de onde emerge o cordão umbilical. É dentro da
placenta que a circulação fetal se aproxima da circulação materna; porém, não existe um contato direto entre o sangue
materno e fetal. Neste espaço ocorrem muitas trocas, no sangue materno temos oxigênio e nutrientes (glicose,
aminoácidos, ácidos graxos, vitaminas, água, eletrólitos) que se destinam à nutrição fetal. O feto utiliza tais nutrientes e
os seus  dejetos (CO2, uréia, acido úrico, bilirrubina) são também eliminados através da placenta.
Além de nutrir, a placenta tem a função de proteger o feto, pois também transporta anticorpos que são as células de
defesa. A placenta funciona como um filtro, uma barreira, mesmo assim algumas substâncias nocivas podem ultrapassála,
como medicamentos, vírus e bactérias que podem prejudicar o desenvolvimento fetal.

A placenta é um órgão incrivelmente precioso e completo, e é o único órgão “usa e joga fora” que temos. Representa as raízes da criança no terreno da mãe. É feita de dois organismos diferentes e incompatíveis, mas funciona como um único órgão, em completa harmonia. Faz todas as funções de um corpo humano.
É pulmão, fornecendo à criança o oxigênio.
É coração, ajudando-a a movimentar a massa sanguinea e mantendo a circulação entre ela e a mãe.
É rim, depurando e regulando os líquidos em seu corpo.
É aparado digestivo, procurando e fornecendo comida.
É glândula endócrina, produzindo todos os hormônios necessários à manutenção da gravidez e ao crescimento da criança.
É cérebro, guiando com inteligência o sistema informativo entre mãe e bebê, e elaborando todos os dados.
É sistema imunitário, fornecendo à criança anticorpos, linfócitos e macrófagos, as grandes células que podem destruir ou construir o tecido, os monstros tão temidos pelo embrião.
Coordena um próprio sistema neurovegetativo.
É também a fonte do líquido amniótico e o renova a cada duas horas completamente.

A placenta é um órgão ativo, tem capacidade de bombear glucósio e oxigênio para a criança, conforme suas necessidades. Até o nascimento faz parte integrante do corpo da criança, também na sua parte materna. A placenta conserva o grande segredo da contemporânea unidade e dualidade entre mãe e bebê.

No momento do nascimento, a placenta continua desenvolvendo todas suas funções, ajudando a criança a regular seu metabolismo e seu organismo até o ponto de equilíbrio; a partir daí ela pode seguir autonomamente. Quando os pulmões respiram, quando o coração consegue regular a circulação sozinho, quando a criança recebe açucares, substâncias nutritivas e anticorpos do seio materno, quando os ácidos produzidos pelo parto são descarregados e os rins da criança funcionam, então (e somente então) pode-se deixá-la. Naturalmente, se o cordão permanecer íntegro.

Quando a criança não precisa mais da placenta, não somente interrompe a comunicação, e portanto a circulação, mas faz destacar a placenta do corpo materno e a faz expelir. Somente então é o momento para cortar o cordão umbilical.


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