Publicado por: rigson | 6, outubro, 2008

Aula Teórica VIII – 2ª Semana

A Formação do Embrião Bilaminar – A Segunda Semana

A segunda semana ou semana do 2 para fins didáticos

2 Folhetos Embrionários

  • Hipoblasto
  • Epiblasto

2 Cavidades

  • Amniótica
  • Vitelínica

2 Trofoblastos

  • Sinciciotrofoblasto
  • Citotrofoblasto

Quando a implantação do blastocisto termina durante a segunda semana, ocorrem alterações morfológicas na masssa celular interna que levam à formação de um disco embrionário bilaminar composto de duas camadas, o epiblasto e o hipoblasto. O disco embrionário da origem a todas as camadas germinativas do embrião (ectoderma, mesoderma e endoderma). Outras estruturas que se formam durante asegunda semana são a cavidade amniótica, o âmnio, o saco vitelino, pedículo do embrião e o cório.

Término da Implantação

A implantação do blastocisto, que teve início no final da primeira semana, continua e se completa na segunda semana. O sinciciotrofoblasto ativamente erosivo invade o estroma do endométrio (tecido conjuntivo) que contém capilares e glândulas, e o blastocisto implanta-se lentamente no endométrio. As células do estroma em volta do sitio de implantação enchem-se de glicogênio e lipídeos, e assumem um aspecto poliédrico. Algumas dessas células, chamadas células deciduais, degeneram na região onde o sinciciotrofoblasto penetra e provem uma rica fonte de nutrição para o embrião.

Com o aumento da sua área de contato com o endométrio, o trofoblasto vai se diferenciando em duas camadas: citotrofoblasto, que é mitoticamente ativo e forma novas células que migram para a massa crescente do sinciciotrofoblasto, e o sinciciotrofoblasto que rapidamente se torna uma massa grande, espessa e multinucleada na qual não é visível qualquer limite celular. As células do citotrofoblasto que migram para o sinciciotrofoblasto fundem-se e perdem suas membranas celulares para formarem um sincício.

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Entre as células ectodérmicas, que inicialmente se achavam aderidas ao citotrofoblasto, começa a formar-se pequenos espaços que depois se reúnem, formando uma cavidade – a cavidade amniótica. Ao longo da superfície trofoblástica, que fica acima desta cavidade, aparecem células achatadas, oriundas provavelmente do próprio citotrofoblasto – os amnioblastos. Desta maneira surge uma cavidade que tem por teto os amnioblastos e por assoalho o ectoderme. Este é o processo de formação da cavidade amniótica. A cavidade amniótica já tem inicio no oitavo dia após a fertilização> A cavidade estará cheia de líquido e constituirá a futura “bolsa d’água”.

Simultaneamente forma-se a partir do citotrofoblasto uma membrana constituída por célula pavimentosas, a membrana de Heuser, a qual juntamente com o endoderma, delimitará uma cavidade – o saco vitelino primitivo, que tem por teto justamente o endoderma. Entre o citotrofoblasto e a membrana de Heuser e também acima dos amnioblastos, surge um tecido bastante frouxo, oriundo de células do próprio trofoblasto, denominado de mesoderma extra-embrionário. O mesoderma, acima dos amnioblastos, constituirá o “pedúnculo embrionário” que contribuirá para a formação do cordão umbilical.

No nono dia de desenvolvimento, projeções do sinciciotrofoblasto unem-se umas as outras e formam espaços isolados – as lacunas. Ramos arteriais e venosos vão se comunicando cada vez mais com as lacunas do sincício, estabelecendo os primórdios da circulação placentária.

No 11º dia, o mesoderma extra-embrionário está bem aumentado, e no seu interior começam a se notar vacúolos. Células do endoderma começam a crescer ao longo da superfície interna da vesícula vitelina primitiva.

No final da segunda semana, no 13º e 14º dias, o mesoderma extra embrionário começa a delaminar-se em toda a sua extensão, por coalescência dos vacúolos surgidos no seu interior. A vesícula vitelina definitiva forma-se por acréscimo das células endodérmicas que delimitam nova cavidade. No final da segunda semana, temos o disco embrionário didérmico, ventralmente com sua cavidade vitelina e dorsalmente com sua vesícula amniótica, pela qual prende-se através do pedúnculo embrionário ao trofoblasto. A cavidade celômica extra-embrionária é agora chamada de cavidade coriônica. Ainda no final da segunda semana estão formando-se as vilosidades coriônicas primárias que consistem em crescimento do citotrofoblasto, produzindo eixos celulares para dentro do sinciciotrofoblasto.

Mais Imagens:

——- 6 a 7 dias ———– 7 a 8 dias ——–………………………………….

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——- 8dias —————— 9dias ——-

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—— 9 a 10 dias ————-10 a 11 dias —–

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Locais de implantação

Embora na maioria dos casos, a implantação ocorra na parede posterior do útero, qualquer parte do órgão está capacitada para um bom desenvolvimento do conceptopor ocasião da implantação. Apenas a parte inferior do útero, próximo ao óstio interno, é um local bastante perigoso e que resulta numa placenta prévia, que pode causar séria hemorragia durante a gravidez ou mesmo no parto, podendo ocasionar a morte do feto por falta de oxigenação.

Quando por algum motivo o blastocisto se implanta em um local diferente da mucosa uterina, temos um caso de gravidez ectópica. Como este assunto fora já abordado em tópico anterior, irei agora apenas mostrar através da imagem abaixo os locais corretos de implantação:

1-Cavidade uterina

2 – Istmo

3 – Trompas

4 – Colo

Em verde – Locais normais para implantação do blastocisto


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